Da redação
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que não pretende voltar ao Brasil enquanto não houver uma anistia ampla aos aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, retornar ao país significaria, inevitavelmente, ser preso. A declaração foi feita durante entrevista, na qual o parlamentar defendeu sua permanência fora do Brasil como parte de uma estratégia política.

Ele destacou que está empenhado em pressionar autoridades dos Estados Unidos, especialmente ligadas ao governo de Donald Trump, para que adotem medidas contra o Brasil em resposta ao que classifica como perseguição judicial conduzida por integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), com foco no ministro Alexandre de Moraes.
Tarifas de Trump e impacto econômico
Eduardo comentou sobre as tarifas de 50% impostas pelo governo norte-americano a produtos brasileiros, o que pode representar perdas bilionárias para o país. Mesmo diante dos prejuízos econômicos, ele afirmou que se trata de um “sacrifício necessário” para alcançar a anistia, colocando a culpa pelos impactos econômicos nas ações do Judiciário brasileiro.
O parlamentar negou ter recebido críticas do setor do agronegócio, um dos mais afetados pelas medidas. Segundo ele, sua postura tem recebido apoio e incentivo, especialmente nas redes sociais, onde relata um aumento significativo no número de seguidores.
Mandato, exílio e planos futuros
Mesmo longe do país, Eduardo Bolsonaro declarou que não pretende renunciar ao mandato de deputado federal. Ele estuda, inclusive, enviar um documento oficial à Câmara dos Deputados explicando que sua ausência se deve a uma suposta perseguição política.
Disposto a permanecer fora do Brasil por tempo indeterminado, ele reconhece a possibilidade de viver no exílio por décadas caso não consiga reverter o cenário atual. Ainda assim, projeta um possível retorno à política nacional e, com apoio familiar e político, não descarta disputar a Presidência da República em 2026.
Críticas ao STF e apelo por anistia
O deputado concentra suas críticas no ministro Alexandre de Moraes, a quem acusa de agir de forma autoritária. Em sua visão, a retirada do magistrado seria suficiente para restaurar a democracia no país. Ele afirma que, com a aprovação de uma anistia pelo Congresso, ainda seria possível reconstruir o diálogo institucional, já que, segundo ele, outros ministros do STF não estariam agindo da mesma forma.



