Da redação
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), encaminhou à Corregedoria Parlamentar as denúncias contra 14 deputados federais envolvidos no tumulto ocorrido no plenário da Casa. As apurações poderão resultar em suspensão temporária ou até cassação de mandato.

Partidos e parlamentares citados
A maioria dos denunciados é filiada ao Partido Liberal (PL), incluindo o líder da sigla na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ). Também foram citados um deputado do Progressistas (PP) e o líder do partido Novo, Marcel Van Hattem (Novo-RS).
Embora tenha sido acusada pelo PL de empurrar Nikolas Ferreira (PL-MG) durante a confusão, a deputada Camila Jara (PT-MS) não consta na relação oficial encaminhada à Corregedoria.
Veja a lista dos denunciados à Corregedoria da Câmara por partido e estado respectivamente:
PL (Partido Liberal)
- Bia Kicis (PL-DF)
- Caroline de Toni (PL-SC)
- Carlos Jordy (PL-RJ)
- Domingos Sávio (PL-MG)
- Júlia Zanatta (PL-SC)
- Marcos Pollon (PL-MS)
- Marco Feliciano (PL-SP)
- Nikolas Ferreira (PL-MG)
- Paulo Bilynskyj (PL-SP)
- Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) – Líder do PL
- Zé Trovão (PL-SC)
- Zucco (PL-RS) – Líder da oposição
Novo
- Marcel Van Hattem (Novo-RS) – Líder do Novo
Papel da Corregedoria
A Corregedoria Parlamentar é responsável por analisar a conduta de deputados federais. O atual corregedor, Diego Coronel (PSD-BA), ficará encarregado de avaliar os casos e elaborar um parecer técnico. O documento será enviado à Mesa Diretora da Câmara, que decidirá se aprova ou rejeita as conclusões.
Possíveis punições
O Regimento Interno da Câmara prevê penalidades como advertência, suspensão ou cassação do mandato. As decisões finais serão tomadas pelo Conselho de Ética, que designará um relator para cada caso.
Se a suspensão for aprovada, o afastamento terá efeito imediato e implicará a perda de salário, da cota parlamentar e da verba de gabinete.



